Sra. Neusa Fortuna Bernardes

Capa

UMA MÃE ESPECIAL


Como sempre fazemos, na edição de maio, convidamos uma mãe de destaque para ilustrar nossa capa.


Esse ano, a convidada foi a matriarca da família Fortuna Bernardes, a Sra. Neuza, uma dama lúcida e cheia de energia, que esbanja simpatia. Ela recebeu nos recebeu ao lado do esposo Dr. Hugo, com a elegância e o traquejo que fazem dela uma pessoa especialmente única.
Ela é a mãe zelosa de 8 filhos, todos com formação superior: Maria Luiza (farmacêutica), Maria Célia (farmacêutica), Hugo (médico em Alfenas), Dayse (odontóloga), Alberto (engenheiro nos EUA), Paulinho (odontólogo no Rio de Janeiro), Neuza (empresária em Alfenas) e Márcio (médico em São Paulo), avó de 19 netos e bisavó de 12 bisnetos.


A história do casal Hugo Bernardes e Neuza Fortuna Bernardes


Dr. Hugo Bernardes e Neuza são a prova concreta de que “o amor tudo crê, tudo espera e tudo suporta”. Aos 96 e 87 anos, respectivamente, o casal vive como se estivesse sempre nos primeiros dias do casamento, aqueles em que o amor comanda as palavras e os gestos.

Em uma conversa tranquila, Dr. Hugo e Neuza nos contaram, com riqueza de detalhes, toda a trajetória do casal. Um relato emocionante e repleto de carinho em cada palavra, especialmente quando se dirigem um ao outro.
Assim começa...

A bela história começou nos idos de 1952, quando ele, recém formado no curso de Medicina em Belo Horizonte foi conhecer a pequena cidade de Alto Rio Doce, na Zona da Mata mineira.

Assim que chegou, conheceu a linda jovem Neuza, filha da Sra. Maria Fortuna de Barros, que ficou viúva com três crianças, de tradicional família daquela sociedade. Uma normalista que acabara de se formar no Colégio São José, em Santos Dumond.

Logo começou o namoro, que seria interrompido dias depois pela distância, pois o jovem Dr. Hugo não se adaptou à cidade e retornou para sua terra Natal, Alfenas, afirmando na despedida: “só voltarei aqui para me casar com você”.
A distância separou o casal, mas não os corações. O namoro continuou pelas inúmeras cartas que trocavam, que segundo ela “era a única forma de comunicação”, e funcionou. A normalista esperou o retorno do seu grande amor.
O reencontro aconteceu em junho de 1953, quando Hugo viajou para então cumprir sua promessa e pedir a mão da sua amada em casamento.

Com o “sim”, eles se tornaram noivos e já marcaram a data do casamento, que aconteceria no dia 6 de janeiro de 1954. Novamente Hugo retorna a Alfenas e o contato, mais uma vez, continua apenas por meio de cartas.
Enquanto isso, ele já se tornava um grande médico em Alfenas e professor na antiga EFOA.

Chegado o grande dia, Hugo finalmente vai a Alto Rio Doce buscar sua rainha Neuza, acompanhado de seus irmãos Nilo e Aguila Bernardes e a sobrinha Leza. O casamento foi um momento especial na cidade, celebrado por três padres amigos da família e com a bênção da mãe e das irmãs Elza e Selma (que hoje residem em Juiz de Fora), pois o pai já havia falecido deixando a esposa com apenas 22 anos de idade e três crianças.

Nesse mesmo dia, os recém casados viajaram para Alfenas. Neuza foi uma mulher forte e seguiu seu coração, vindo para uma terra distante, onde ainda não conhecia ninguém.

Tudo era muito novo, mas “cada dificuldade foi superada com o apoio do meu marido e o apoio da família da qual passei a fazer parte”.
Em Abril de 1955, nascia a primeira filha do casal, Maria Luiza, que veio ao mundo pelas mãos do pai médico, assim como os outros sete filhos.

Nessa época, Neuza contou com o apoio da mãe, que veio auxiliá-la nos cuidados do bebê. Ser mãe para ela foi um sonho realizado, assim a família estaria completa. No ano seguinte, nasceu Maria Célia e, com curtos espaços de tempo, nasceram os outros filhos.

A família crescia na mesma proporção da belíssima união e cumplicidade do casal.

As crianças Fortuna Bernardes tiveram uma criação baseada no amor, na honestidade e acima de tudo, tendo como exemplo a conduta indelével dos pais.

Neuza comenta que eles não frequentavam festas e eventos, a união, a diversão e o respeito eles viveram dentro de casa, uns com os outros, sempre guiados pelas ações do “papai” Hugo e da “mamãe” Neuza (é assim que eles se dirigem aos pais até nos dias de hoje).

Neuza comenta que sempre foi rígida quanto à educação dos filhos. “Eles começaram cedo a valorizar a vida e todas as oportunidades que ela oferece”. Todos estudaram, se formaram, cada um na área escolhida, e hoje, são profissionais exemplares, assim como o pai que exerceu a medicina por mais de 50 anos.

Quando perguntamos ao Dr. Hugo o que Neuza representa em sua vida, emocionado, sem meias palavras responde: “não posso dizer que a amo, pois amor tenho pelos meus filhos, netos e bisnetos...ela é a minha rainha, representa um sentimento maior que o amor, é a união de amor, respeito, fidelidade, cumplicidade...ela é a minha esposa!”

Ele afirma que, como toda família, passaram por dificuldades, porém, cada uma foi contornada com o apoio mútuo que ensinou aos filhos e finaliza, cheio de felicidade e orgulho da família linda que construiu, com essas palavras de Francisco Otaviano:

“Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu,
Quem não sentiu o frio da tristeza,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem, e não homem,
Só passou pela vida, não viveu”.


Autor: GMI
Fonte:
tags: neusa, mae, bernardes.
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