DISTÚRBIO DO CRESCIMENTO EM CRIANÇAS

MEU FILHO ESTÁ “BAIXINHO”


Quando não estão associados a outras doenças sistêmicas que atingem o organismo como um todo, os distúrbios do crescimento praticamente não apresentam sintomas e, por isso mesmo, não chegam a despertar a atenção dos pais.

O mal silencioso pode se mostrar à vítima só na fase escolar, quando as disparidades na altura se tornam mais evidentes.

O grande problema é que, como acontece com muitas outras doenças, o diagnóstico tardio também põe em risco a eficiência do tratamento.

A recomendação dos médicos aos pais é que, desde o primeiro ano de vida, o bebê comece a ser avaliado em relação ao seu crescimento. Se a criança ficar abaixo dos níveis aceitáveis, o médico deve investigar.

MEU FILHO ESTÁ “BAIXINHO”

A queixa é a segunda mais ouvida nos consultórios pediátricos, perdendo apenas para a dor de cabeça da criançada. Porém, em grande parte dos casos, a baixa estatura dos filhos está relacionada às características herdadas dos pais.

Essas não precisam de tratamento, apenas de acompanhamento como uma opção.

CAUSAS

Outros tipos de deficiências hormonais podem provocar alterações do crescimento. O hipotireoidismo (caracterizado por uma baixa nos hormônios da tireóide) é uma das causas mais importantes de retardo no desenvolvimento.

Esse hormônio regula a maturação do organismo e, por isso, influencia o crescimento. A falta dele leva a um atraso no desenvolvimento, que, em alguns casos, é muito grave.


O excesso de hormônio tireoidiano também atrapalha e pode levar a um crescimento acelerado. O objetivo principal do tratamento, nesses casos, é regular o funcionamento da glândula, com medicamentos específicos, que devem ser tomados diariamente.


Distúrbios no crescimento também podem estar relacionados a problemas crônicos que atinjam qualquer órgão ou sistema do corpo. Desnutrição, verminose, anemia, infecções urinárias repetidas e distúrbios de absorção intestinal estão entre as causas mais comuns que prejudicam o crescimento.


Doenças prolongadas que debilitem o aparelho respiratório, cardiopatias graves e até deficiências renais, entre outras disfunções, terão impacto significativo sobre o desenvolvimento da criança. Qualquer desarranjo sistêmico cria o que chamamos de desnutrição secundária. Nesse caso, a criança até ingere os nutrientes de que necessita para crescer, mas, pelo mau funcionamento de um ou outro órgão, não consegue aproveitá-los da maneira adequada. Isso leva a uma desnutrição dos tecidos, e o crescimento, obviamente, fica prejudicado.


Quando há uma doença associada, da qual o crescimento fora dos padrões é apenas um dos sintomas, o paciente deve ser encaminhado para um médico especialista. O tratamento será direcionado à doença de base.


Autor: Dra. Daniela Loureiro Alves Clínica Médica Endocrinologia - Metabologia CRM-MG 46.348
Fonte:
tags: distúrbio, crescimento, crianças
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