INTESTINO: NOSSO SEGUNDO CÉREBRO

Saúde

Ele tem 9 metros de comprimento e 500 milhões de neurônios. Controla muito do que você faz, influencia tudo o que você pensa: e fica dentro da sua barriga.”

O intestino não é apenas um longo tubo por onde a comida passa, nutrientes são absorvidos e o que não é aproveitado vira fezes. O Intestino possui neurônios, falamos das mesmíssimas células que constituem o cérebro. O intestino tem cerca de 500 milhões delas, o sufi ciente para formar um sistema nervoso próprio, responsável por coordenar a liberação de substâncias digestivas e os movimentos que estimulam o bolo fecal, esses movimentos independem do comando cerebral. Os neurônios intestinais chamam a atenção pela farta produção de serotonina, sendo um importante neurotransmissor porque garante o funcionamento adequado do órgão, e pode exercer um efeito sistêmico. O fato é que a serotonina é só um dos mais de 30 mensageiros químicos montados no ventre.

Essas substâncias estabelecem uma comunicação eficiente entre o intestino e o cérebro, e acontece diretamente pelo nervo vago. O nervo vago é uma via de mão dupla, tanto como o intestino manda mensagens para nosso cérebro, ocorre o inverso. É por isso que, diante de uma situação de estresse, podemos sentir frio na barriga ou vontade de ir ao banheiro. Quantos de nós não lembramos de pelo menos um dia muito importante, na infância ou adolescência – pode ter sido uma viagem muito esperada, um prêmio muito antecipado, um final decisivo de torneio ou competição, ou até uma prova escolar – onde, justamente naquele dia, aconteceu uma diarreia e/ou vômito “inexplicável”? E quem nunca sentiu borboletas na barriga?

Há um outro elemento muito estudado nos dias de hoje que interfere nessa conexão: a nossa flora intestinal. O intestino carrega trilhões de bactérias, e essa microbiota como é chamada, tem papel decisivo na manutenção da saúde.

De uns 5 anos para cá, o interesse sobre a microbiota só aumenta. Nos Estados Unidos uma pesquisa chamada Projeto Microbioma humano, mapeou todas essas bactérias e hoje em dia começa a entender como a nossa flora interfere na predisposição a várias doenças e é capaz de influenciar até no comportamento e emoções.

Para que nosso intestino se mantenha saudável, capaz de absorver todos os nutrientes essenciais para nosso organismo e para que todas as toxinas presentes nas fezes não consigam penetrar na corrente sanguínea, é essencial que nossa flora intestinal esteja em equilíbrio, porém fatores como uso de antibióticos, aleitamento materno inadequado, estresse, estado imunológico debilitado, idade e alimentação, pode causar um desequilíbrio nessa fl ora causando o que chamamos de disbiose.

No dia a dia, o indivíduo tem dores, diarreia ou constipação. Só que o desarranjo local repercute na cabeça. Estímulos de confusão na barriga viajam até o cérebro e contribuem para o humor e a concentração irem por água abaixo. Sim, ficamos enfezados.

Alguns estudos recentes relatam a associação da flora intestinal com doenças neurológicas como Alzheimer, depressão, autismo e Parkinson, porém os estudos foram realizados apenas em animais e necessitam de um maior aprofundamento.

Mas será possível reverter esse desequilíbrio da flora intestinal? a resposta é sim. A flora pode ser modulada através de uso de probióticos em quantidades significativas ,além disso precisamos alimentar essa flora local, sendo a função dos probióticos. Eles são ricos em fibras solúveis, que o sistema digestivo não aproveita sem a cooperação da microbiota. Tais componentes, encontrados em vegetais como a cebola e a aveia, nutrem as bactérias. E elas, por sua vez, agradecem devolvendo vantagens ao nosso corpo. Como se sabe, a investigação do eixo-microbiota-cérebro é bem recente, porém muito promissora. Quem sabe a resposta a vários problemas não esteja realmente debaixo do nosso umbigo?

Cuidar do corpo, entender e tratar as emoções garantem vida saudável. É simples e não há quem não saiba disso. Então, por que tanta gente insiste em hábitos destrutivos? Pior que mudar tardiamente é nunca mudar, portanto, arregace as mangas e viva de verdade, afinal, mente sã, corpo são.


Autor: Dra. Guilia Chini - Nutrologia e Medicina Funcional - CRM/MG 62.760
Fonte:
tags: intestino, metabolismo, nutrologia
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