A cortina certa

Escolher a cortina não é uma tarefa tão simples como possa parece. Para ter o modelo ideal para cada situação, é preciso levar muitos fatores em consideração:


Qual a melhor cor

Essa é a talvez a parte mais óbvia, que todos sempre pensam. Mas nem sempre se sabe como decidir qual é a melhor opção. Duas soluções simples são deixar a cortina da mesma cor da parede, caso se queira deixar o visual mais homogêneo e assim criar mais sensação de amplitude, ou então escolher uma cor que se repita em outras partes do ambiente, como em almofadas por exemplo.

Transparência

O grau de transparência da cortina é o fator que justifica sua existência, na verdade. Em algumas situações, queremos que ela forneça total privacidade porém passando alguma luminosidade, e então devemos usar tecidos mais fechados ou grossos, mas sem necessariamente ser do tipo blackout, que é a melhor opção apenas quando se deseja bloquear a passagem de luz completamente.

Existem também os tecidos conhecidos como “screen”, que protegem o interior dos raios solares nocivos e deixam passar luminosidade e permitem a visibilidade em níveis diferentes, que se pode escolher, do menos ao mais translúcido.

A grande diferença desse tipo de cortina é que quando ela está fechada só se enxerga de dentro para fora, e não de fora para dentro, garantindo privacidade e integração com o exterior ao mesmo tempo. À noite, no entanto, se as luzes de dentro de casa estiverem acesas, o efeito é invertido, pois é sempre o local mais iluminado que fica visível.

Se a dúvida for muito grande nesse sentido, outra alternativa é usar duas cortinas, como um blackout e uma outra mais leve, conhecida como voil para ter a opção de fechar o visual parcialmente ou totalmente. Nesse caso é essencial ter dois varões ou trilhos separados, para que cada cortina possa funcionar de maneira independente.

Sensação que a cortina irá causar

A cortina pode causar sensações diferentes pela sua forma, pois quanto maior mais imponente ela fica, e também pelo tipo de tecido, pois os mais finos e transparentes transmitem um efeito mais delicado, enquanto os mais encorpados deixam os espaços mais robustos e parecem ocupar mais espaço.

Além disso, os materiais mais rígidos criam sensação mais fria, enquanto os tecidos mais maleáveis parecem mais acolhedores, mais aconchegantes.

Em alguns casos é possível usar a cortina com forma de integrar uma parede que tenha muitas janelas ou janelas de tamanhos diferentes por exemplo, tirando a poluição visual e criando um aspecto mais uniforme, com a cortina do piso ao teto em toda a extensão da parede ou na parte onde existirem as aberturas.

Sistema de abertura e fixação

Para garantir a praticidade, não podemos esquecer a parte funcional da cortina em relação à sua abertura, analisando como ela ficará quando estiver aberta, para não ficar ocupando um espaço que não desejamos. Se quisermos que a cortina desapareça quando estiver aberta, podemos optar por uma persiana rolô, que se abre para cima e não para os lados.

Quanto à fixação, tudo depende da situação do local onde a cortina vai ser instalada, pois pode ser que não exista espaço na parede ou que o teto seja de gesso e não suporte o peso do trilho. Mas quase todos os modelos têm a possibilidade de serem instalados no teto ou na parede, tanto os varões como os trilhos.

Cortinas de varão tem outro detalhe que precisa ser escolhido, que é se as argolas ou alças serão aparentes, para fora do tecido, ou se a cortina vai ter aqueles furos para passar o varão, conhecidos como “ilhós”. A diferença entre um e outro é muito sutil, e tem a ver com o quanto o varão fica mais destacado, sendo que as argolas ou alças chamam mais atenção para essa parte superior e o ilhós deixa a cortina mais destacada ao invés do suporte.

E lembre-se, a cortina deve ser um item que, além de funcional, agregue valor decorativo  ao ambiente, por isso deve ser escolhido com o máximo de cuidado. 

Autor: GMI
Fonte: GMI
tags: cortina, escolha, decoração