Viajando com os pets

É muito comum para quem tem animais de estimação querer levá-los em passeios e viagens, principalmente quando a família vai passar longos dias fora de casa.


Hoje essas famílias já podem viajar tranquilas, visto que existe uma legislação específica para o transporte de animais de estimação, que visa não só a segurança das pessoas que viajam, mas também o conforto dos animais. E mais, alguns hotéis chegam a oferecer serviço de hospedagem para o pet, possibilitando que o dono visite sempre seu animal de estimação em um lugar apropriado.

Se a viagem for de carro

-O primeiro passo é levar o animal ao veterinário para atestar se o bicho está com boas condições de saúde e com as vacinas em dia – em especial a antirrábica, que só é válida se tomada com no mínimo 30 dias antes da viagem e tem prazo de validade de 12 meses.

- de embarcar para uma viagem mais longa, o animal de estimação deve estar acostumado a andar de carro. Leve seu bicho para passear de automóvel sempre que possível e lembre-se de não associar os passeios a situações estressantes, como a ida ao veterinário por exemplo. O bicho precisa se sentir confortável e confiante dentro do carro.

-Transportar animais sem cinto de segurança no carro é proibido, conforme o Artigo 252, II, do Código de Trânsito. O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) estabelece que os bichos devem ser transportados de forma a não desviar a atenção do condutor do veículo, já que podem causar acidentes.

Além disso, alguns pets podem saltar para fora do automóvel em movimento quando as janelas estão abertas.

Nas viagens ou passeios de automóvel, o pet deve viajar com cintos de segurança específicos para animais ou dentro de uma caixa de transporte. Neste caso, o bichinho já deve estar habituado com esta situação.

-Paradas de descanso a cada duas horas, no máximo

Os donos devem parar a cada duas horas para garantir o conforto do animal. Aproveite para dar uma volta com o bicho, sempre com coleira, e veja se ele precisa fazer suas necessidades ou tomar água. Também é indicado que seu animal tenha uma placa de identificação, com nome e telefone, caso ele venha a se perder. E atenção: jamais deixe seu animal sozinho dentro do carro, mesmo com a janela aberta, pois a hipertermia (aumento excessivo da temperatura corporal) pode levar o animal à morte.

Se a viagem for de ônibus

-Quando você está se programando para levar um cão ou um gato para uma viagem de ônibus, é preciso saber que mesmo não sendo exigido o preenchimento da Guia de Trânsito Animal (GTA), ainda assim é solicitado o atestado de saúde do animal. A emissão desse documento deve ser feita no máximo 15 dias antes da viagem, além de ser inscrito por um veterinário. Importante: todas as vacinas devem estar em dia.

Cada companhia de transporte possui suas próprias regras quando o assunto é esse. Caso o animal seja de pequeno porque, na maioria dos casos é possível transportá-lo em caixas adequadas.

Se for em aviões

-O transporte de animais deve ser reservado com antecedência junto à companhia aérea porque há um limite máximo de cargas vivas por voo. Cada empresa tem regras específicas, mas, de modo geral, são parecidas. Existe custo adicional para transporte do animal, normalmente calculado com base no peso do animal mais caixa de transporte e no preço cheio da passagem. Confira a necessidade de o animal usar focinheira nas dependências do aeroporto e durante o voo.

O que determina se o animal viajará na cabine, quando permitido, ou no compartimento de carga são as dimensões e o peso da caixa de transporte. Se este for o caso, não se preocupe: os compartimentos de carga modernos, assim como as cabines, são pressurizados e têm temperatura controlada, proporcionando relativo conforto ao animal. Ainda assim, algumas companhias aéreas não transportam animais de focinho curto (braquicefálicos), como o pug e o pitbull: estas raças lidam mal com variações grandes de temperatura, podendo sofrer graves danos. Esse tipo de animal pode passar mal devido a eventuais demoras no embarque, especialmente se o dia estiver muito frio ou quente.

Documentos e Legislação


São exigidos alguns documentos para garantir que será seguro para passageiros e animal que ele embarque. No caso de viagens nacionais, a Anac exige que seja apresentada carteira de vacinação atualizada, onde estejam comprovadas as vacinas múltipla e antirrábica, além de tratamento com vermífugo. Para viagem internacional, é obrigatório apresentar também o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI). Para obtê-lo, é necessário agendar uma consulta com médico veterinário do Ministério da Agricultura, que se encontra em aeroportos internacionais. Atenção à validade das vacinas: a antirrábica deve ter sido aplicada há mais de 30 dias e sua validade é de um ano. Caso o animal seja silvestre, é necessária, ainda, autorização emitida pelo IBAMA para transportá-lo.

Algumas companhias aéreas pedem que os animais viajem sedados em trechos mais longos; consulte seu veterinário e a companhia aérea a este respeito.

Animal de serviço

Por tratar-se de caso de necessidade especial, o cão-guia obrigatoriamente deve ser transportado sem custo adicional para o passageiro, com coleira e ao lado do dono, na primeira fileira. Deve estar equipado com correia e dispensa uso de focinheira. Neste caso, ainda é necessário informar a companhia aérea com antecedência e apresentar a documentação necessária para animais, além de atestado médico comprovando a necessidade do passageiro de levar consigo o cão-guia.

E por fim... Faça uma bagagem apropriada para seu bichinho

Não é só você que deve ter sua mala de viagem, o pet também precisa ter a bagagem dele com os produtos e objetos necessários aos seus cuidados. Nela devem conter o pote de água e comida, brinquedos, ração e guloseimas, remédios e roupinhas em caso de viagens para locais mais frios.

Tomadas todas as precauções, boa viagem para você e para seu pet!

Autor: GMI
Fonte: GMI
tags: pets, viagem, férias
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