Dor de cabeça ou Enxaqueca?

Ela chega de mansinho, começa a incomodar e só passa depois de uma boa dose de analgésico. Quem nunca sofreu com cefaleia, que é popularmente conhecida como “dor de cabeça” e faz parte da rotina de cerca de 2% da população mundial?


Um incômodo que causa impacto na vida das pessoas, causando perda de dias de atividade profissional e de rendimento nas atividades pessoais.

As cefaleias podem ser classificadas em:

- Primárias: quando a dor é o problema em si e não há nenhuma doença ou condição mórbida que seja a causa da dor

- Secundárias: quando a dor é consequência de uma doença, como acontece em casos de gripe, sinusite, meningite ou tumor cerebral, por exemplo.

As causas

No geral, a dor de cabeça ocorre do nada ou em consequência de alguma situação de estresse, mudança hormonal, alimentação, cansaço ou privação de sono. Já a enxaqueca é estimulada por uma condição multifatorial, em que há uma predisposição genética sobre a qual diversos fatores ambientais interferem, tais como hábitos (sono, alimentação, atividades físicas) e condições clínicas e médicas (obesidade, abuso de cafeína, bruxismo, distúrbios psiquiátricos, dores crônicas nas costas). Além disso, o excesso de medicação analgésica sem a devida orientação é considerado o maior fator de risco para a progressão da enxaqueca crônica.

Os sintomas

Em casos de cefaleia, as dores se alocam em qualquer região da cabeça, podendo ocorrer em ambos os lados. As crises da enxaqueca crônica, por sua vez, são caracterizadas por dor pulsátil (ou latejante), de intensidade moderada a forte e com predominância em um lado da cabeça, embora também possa ocorrer bilateralmente. Geralmente, são seguidas de náuseas, vômitos, sensibilidade à luz (fotofobia) e ao som (fonofobia).

Um alerta:

Quanto mais multidisciplinar for o tratamento, melhor será o resultado do paciente, lembrando que cada indivíduo responde de forma diferente a cada medicação e demais terapias, que devem ser moduladas de acordo com a sua evolução.

Os tratamentos

Embora a doença não tenha cura, existem tratamentos para o controle das crises, seja para prevenir e inibir os episódios ou para controlar a dor durante a crise instalada. São eles:

- Sintomáticos: medidas medicamentosas ou não para o combate imediato da dor aguda e dos demais sintomas

- De transição: medidas medicamentosas para desintoxicação dos pacientes com uso abusivo de analgésicos e sintomáticos

- Preventivos ou profi láticos: medidas medicamentosas ou não para a redução da frequência da cefaleia, da duração das crises, da intensidade das crises e do uso de sintomáticos.


Autor: GMI
Fonte: GMI
tags: dor de cabeça, enxaqueca, incomodo
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